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8ª DP deflagra Operação Desfaçatez

No dia 05/01/2024, a 8ª DP deflagrou a Operação Desfaçatez, que desarticulou uma organização criminosa formada por ao menos quatro mulheres e três homens, que viajavam para as capitais e cidades do interior de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás, para praticar furtos de roupas em grandes lojas de departamentos.

Durante a operação, foi efetuada a prisão em flagrante da líder da organização, além de outra mulher e um homem. Uma outra autora conseguiu fugir.

Nessa oportunidade, foram apreendidas por volta de 520 peças de roupas avaliadas em torno de R$50 mil, subtraídas na última viagem da organização para São Paulo capital, Araraquara, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.

Além disso, em continuidade da operação, no dia 06/01/2024, foi presa a receptadora da maior parte das peças de roupas furtadas, que é proprietária de uma loja na Estrutural/DF. Nessa loja, foram apreendidas mais 125 peças de roupas, avaliadas por volta de R$8 a R$10 mil.

De acordo com essa receptadora, ela comprava as peças de roupas da líder da organização há pelo menos dois anos. Segundo a mesma, os autores realizavam viagens quase que semanais para cometer os furtos.

As negociações eram realizadas na residência da líder da organização e o pagamento via PIX, em transações financeiras que giravam entre 8 e 10 mil reais por semana.

Na residência de uma das autoras, a líder da organização, eram retirados os alarmes das peças de roupas com um aparelho próprio para esse fim e removidas a maioria das etiquetas.

No período de 7 de fevereiro de 2023 e 5 de janeiro de 2024, a receptadora/proprietária da loja na Estrutural, realizou 90 transferências totalizando a quantia de R$221.767,00 para a organização criminosa.

Levando-se em consideração que a comerciante pagava de 20 a 30% do valor da peça, é estimado que nesse período os furtos possam ter causado um prejuízo entre 1 e 1.5 milhão de reais para as lojas. As informações são de que a organização funcionaria há 5 anos, o que pode elevar muito esses valores.

Os três presos em flagrante responderão por furto duplamente qualificado e organização criminosa, com penas que podem atingir 16 anos de prisão.

A proprietária da loja responderá por receptação, cuja pena pode chegar a 4 anos.

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