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Feminicídio: ex-companheiro fingiu que ia entregar filha para matar dentista a tiros, diz polícia do DF

Feminicídio: ex-companheiro fingiu que ia entregar filha para matar dentista a tiros, diz polícia do DF

Thais Campos Silva, de 27 anos, foi assassinada na porta de casa, por Osmar de Sousa Silva, de 36 anos. Crime foi flagrado por câmeras de segurança; agressor está foragido.

A Polícia Civil do Distrito Federal afirma que Osmar de Sousa Silva, de 36 anos, enganou Thais Silva Campos, de 27 anos, para matá-la. A jovem foi assassinada a tiros na porta de casa, na quadra 14 de Sobradinho, na noite de domingo (20). O agressor está foragido e a corporação pede para que qualquer notícia sobre a localização dele seja informada pelo telefone 197.

Segundo os investigadores, Osmar fingiu que ia entregar a filha do casal, de 2 anos, que estava com ele, para a mãe. Porém, na verdade, a criança estava na casa de um irmão dele. Quando chegou à residência da vítima, o suspeito atirou pelo menos quatro vezes contra ela.

O crime foi gravado por câmeras de segurança (veja acima). As imagens mostram que Osmar estava do lado de fora da residência, e Thais, que estava dentro, foi abrir o portão. Ela ficou nessa tarefa por alguns segundos e, em seguida, foi atingida por diversos disparos. Com a vítima caída, o homem ainda se aproximou e atirou mais uma vez. Em seguida, deixou o local em um carro branco.

O carro usado pelo suspeito de matar a jovem foi encontrado pelos policiais abandonado no estacionamento de um supermercado, ainda na noite de domingo (20). O veículo foi alvo de perícia e, segundo a corporação, Osmar usou uma pistola calibre .380 para fazer os disparos.

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Ainda de acordo com as investigações, não há indícios que o irmão do criminoso, que estava com a filha do casal, sabia das intenções dele. "Nada indica que o irmão sabia do plano macabro", afirma o delegado Hudson Maldonado, da 13ª Delegacia de Polícia.

Suspeito e a vítima mantiveram uma união estável por cinco anos, e estavam separados há cerca de cinco meses. Segundo a polícia, o homem não aceitava o fim do relacionamento. Já vítima tinha medo do ex-companheiro, mas não registrou boletim de ocorrência.

No entanto, Osmar já tinha passagem pela polícia por violência doméstica. A ocorrência foi registrada por outra mulher, em 2016, na 6ª DP, no Paranoá. A polícia diz também que recebeu informações de que o autor pretendia fugir para Portugal, mas não foram confirmadas.

Há ainda suspeita de que ele esteja recebendo apoio de um amigo conhecido como "Laranjinha". De acordo com a PCDF, quem dá fuga ou esconde criminoso procurado pode responder por favorecimento pessoal. A pena prevista é de até três meses de prisão.

Feminicídios em junho

Este é, pelo menos, o quarto feminicídio registrado na capital em 20 dias do mês de junho. No dia 7, Leidenaura Moreira, de 37 anos, morreu após ser esfaqueada no pescoço pelo ex-companheiro. No dia seguinte, Fernanda Landim de Almeida, de 30 anos, também foi morta a facada pelo marido.

Na última quinta-feira (17), a psicóloga Melissa Mazzarello de Carvalho Santos Gomes, de 41 anos, foi assassinada pelo marido, Leandro de Barros Soares, de 41 anos. O caso também ocorreu em Sobradinho.

Matéria do G1 DF

 

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