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PCDF deflagra Operação Looping, Tatico e filho presos

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PCDF deflagra Operação Looping, Tatico e filho presos

Na manhã desta terça-feira (25), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Corf (Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes), e as Polícias civis da Bahia e Goiás deflagraram a Operação Looping 2.

Data: 21 de junho de 2022 PCDF deflagra Operação Looping 2 A Polícia Civil do Distrito Federal

PCDF, deflagrou, na manhã desta terça-feira (21), por intermédio da Corf, a Operação Looping 2.

A ação visou desarticular grupo criminoso que, entre 2014 e 2020, falsificou e usou documentos falsos junto a cartórios no Distrito Federal, com a finalidade de se tornar proprietário de grandes fazendas em Goiás.

Na segunda fase de hoje, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão expedidos pelos juízes criminais de Taguatinga, Gama, Lago Sul, Vicente Pires, Águas Claras, SIG e Guará, e cidades do estado de Goiás: Goiânia, Padre Bernardo, Mimoso e Águas Lindas.

As investigações tiveram início em 2021, logo após a realização da primeira fase da Operação Looping, deflagrada pela Corf em janeiro deste ano, quando apurou-se que um grupo criminoso, composto por empresários, um advogado e um antigo tabelião do cartório de notas e registro civil de Limeira/MG haviam falsificado documentos, dentre eles uma certidão na Terracap, e invadido uma expressiva área pública, dada como garantia de um empréstimo.

Apurou-se, ainda, que esse antigo tabelião foi afastado por irregularidades em 2015, pois havia produzido outra procuração falsa, usada em 2016, em cartório do Distrito Federal, para transferir uma segunda fazenda, localizada em Mimoso/GO, pertencente a um espólio e avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões.

As investigações, em seguida, apontaram que o mesmo grupo lavrou uma terceira procuração, com uso de documentos falsos, em Dom Bosco/MG, para a lavratura de escritura de compra e venda falsa de uma terceira fazenda, também localizada em Mimoso/GO, avaliada em R$ 15 milhões, aproveitando-se do fato de os verdadeiros proprietários serem idosos e em grave estado de saúde.

“Os investigados, dentre eles empresários, um ceo de um escritório de advocacia, um antigo tabelião do cartório de Limeira/MG e um tabelião titular do cartório de notas e registro de imóveis de Mimoso/GO—esse último acumula, ilegalmente, o cargo de servidor público federal no DF— responderão pelos crimes de falsidade ideológica, falsificação de documentos, uso de documentos falsos, esbulho possessório e associação criminosa, destaca o coordenador da Corf/PCDF", delegado Wisllei Salomão.

Assessoria de Comunicação/DGPC

 

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